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Análise de Regulação Relacional (ARR): O que é, como funciona e como aplico na psicoterapia cognitivo-comportamental

Artigo Publicado: 12/02/2026
Por Osvaldo Marchesi Junior, Psicólogo | CRP 06/186.890 – Terapia Cognitivo-Comportamental

Analise de Regulacao Relacional (ARR) - Osvaldo Marchesi Junior - NeuroFlux

O que é Análise de Regulação Relacional?

A Análise de Regulação Relacional (ARR) é um modelo clínico autoral que utilizo para compreender como as pessoas regulam suas emoções por meio dos vínculos.

Em outras palavras: não regulamos emoções sozinhos. Regulamos através das relações.

A ARR investiga padrões como:

• Medo de abandono
• Busca excessiva por validação
• Necessidade de exclusividade
• Hipersensibilidade à rejeição
• Lealdade desadaptativa
• Ciúme retroativo
• Dependência emocional
• Distanciamento afetivo defensivo

Na prática clínica, percebo que muitos sofrimentos não nascem apenas de pensamentos distorcidos, mas de estratégias aprendidas para manter proximidade, evitar rejeição ou controlar inseguranças relacionais.

A ARR organiza essas estratégias em dimensões observáveis, analisáveis e passíveis de intervenção dentro da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC).

Por que a regulação relacional é tão importante na saúde mental?

Grande parte dos quadros de ansiedade, depressão, ciúmes patológicos, conflitos conjugais e instabilidade emocional envolve tentativas disfuncionais de regular emoções por meio do outro.

Exemplo clínico comum:

Eu não consigo parar de pensar se meu parceiro ainda gosta de mim.

Esse pensamento raramente é apenas cognitivo. Ele é regulatório. Ele tenta diminuir o medo de perda.

Outro exemplo:

Eu termino antes que a pessoa me abandone.

Aqui vemos uma estratégia de regulação relacional baseada em controle preventivo.

Quando não compreendemos essa lógica regulatória, tratamos apenas o sintoma. Quando compreendemos, tratamos o padrão.

O que significa regulação emocional relacional?

Regulação emocional relacional é o conjunto de comportamentos, pensamentos e estratégias utilizadas para:

• Manter proximidade
• Evitar abandono
• Reduzir insegurança
• Garantir exclusividade
• Diminuir vergonha
• Preservar pertencimento

Ela pode ser:

• Funcional (segura e flexível)
• Ansiosa (hiperativação)
• Evitativa (desativação)
• Ambivalente
• Controladora
• Fusionada

Na ARR, eu observo não apenas o que a pessoa sente, mas como ela tenta organizar o vínculo para sobreviver emocionalmente.

Como a Análise de Regulação Relacional se integra à Terapia Cognitivo-Comportamental?

A ARR não substitui a TCC. Ela amplia a lente.

Na TCC tradicional, analisamos:

• Pensamentos automáticos
• Crenças centrais
• Esquemas iniciais desadaptativos
• Distorções cognitivas
• Experimentos comportamentais

Na ARR, adicionamos perguntas como:

• Que emoção essa pessoa está tentando regular através do outro?
• Qual é o medo implícito nessa estratégia?
• Que padrão relacional se repete?
• Esse comportamento aproxima ou afasta?

Isso permite intervenções mais precisas, principalmente em:

• Dependência emocional
• Ciúme retroativo
• Masculinidade rígida
• Vergonha silenciosa
• Relacionamentos instáveis
• Padrões de exclusividade como regulação emocional

Dimensões clínicas da Análise de Regulação Relacional

Ao longo da prática clínica, organizo a ARR em dimensões que observo sistematicamente:

1. Hiperativação relacional

Busca intensa por validação, checagem constante, necessidade de garantias.

Frases comuns:

• “Você ainda me ama?
• “Por que você demorou para responder?
• “Você prefere seus amigos a mim?

2. Desativação relacional

Distanciamento emocional como defesa.

Frases comuns:

• “Eu não preciso de ninguém.
• “Relacionamento só dá problema.

3. Exclusividade como regulação emocional

A crença de que amor verdadeiro implica fusão e centralidade absoluta.

4. Lealdade excessiva

Manutenção de vínculos prejudiciais por medo de romper pertencimentos antigos.

5. Controle preventivo

Terminar antes de ser abandonado. Atacar antes de ser criticado.

Exemplo clínico: Quando o ciúme não é sobre o outro

Um paciente me disse certa vez: “Eu fico imaginando o passado dela. Eu sei que é irracional, mas não consigo parar.

Ao investigarmos, descobrimos que o ciúme retroativo não era sobre o passado. Era sobre a ameaça de comparação.

A estratégia mental de revisitar o passado era uma tentativa de reduzir a insegurança atual.

Na ARR, isso é uma tentativa de regulação via controle cognitivo.

Quando trabalhamos a crença central (“Se eu não for o melhor, serei substituído”), o padrão começou a enfraquecer.

Quais são os sinais de desregulação relacional?

Alguns indicadores clínicos importantes:

• Sofrimento intenso diante de pequenas mudanças na disponibilidade do outro
• Dificuldade em tolerar ambiguidade afetiva
• Pensamentos intrusivos sobre rejeição
• Sensação constante de ameaça no vínculo
• Alternância entre idealização e desvalorização

Se você se identifica com esses padrões, provavelmente não está “exagerando”. Você está tentando se proteger.

A pergunta é: essa estratégia está funcionando?

Como funciona a terapia baseada na Análise de Regulação Relacional?

No processo terapêutico, eu conduzo:

1. Mapeamento do padrão

Identificamos ciclos repetitivos em relacionamentos.

2. Identificação da função regulatória

Qual emoção está sendo regulada?

3. Reestruturação cognitiva profunda

Trabalhamos crenças centrais relacionadas a abandono, rejeição e inadequação.

4. Experimentos comportamentais

Testamos novas formas de se posicionar no vínculo.

5. Construção de autonomia emocional

Regulação interna mais estável, menos dependente de confirmação externa.

A ARR é indicada para quais situações?

A Análise de Regulação Relacional é especialmente útil em casos de:

• Dependência emocional
• Ciúme excessivo
• Relacionamentos abusivos
• Dificuldade em terminar relações
• Borderline na adolescência
• Ansiedade de abandono
• Conflitos conjugais recorrentes
• Padrões repetitivos de relacionamento

O futuro da Análise de Regulação Relacional

A psicoterapia contemporânea caminha para modelos integrativos.

A ARR dialoga com:

• Teoria do Apego
• Terapia do Esquema
• Terapia Cognitivo-Comportamental
• DBT
• Modelos interpessoais

O avanço está em compreender que emoções não são apenas intrapsíquicas. São intersubjetivas.

Regulamos no campo relacional.

Se você se reconheceu…

Se ao ler este artigo você pensou:

• “Eu faço isso.
• “Eu sempre repito esse padrão.
• “Eu me sinto dependente emocionalmente.
• “Eu tenho medo constante de ser abandonado.

Isso não é fraqueza.

É um sistema tentando sobreviver.

Na terapia online, trabalhamos esses padrões com profundidade técnica, segurança emocional e estratégias baseadas em evidência científica.

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Atendo adultos e adolescentes utilizando Terapia Cognitivo-Comportamental com foco em regulação emocional e análise relacional.

A mudança começa quando você decide olhar para o padrão — não apenas para o sintoma.

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Perguntas Frequentes sobre Análise de Regulação Relacional

1. O que é Análise de Regulação Relacional na psicoterapia?

É um modelo clínico que investiga como a pessoa regula emoções através de seus vínculos, identificando padrões repetitivos e estratégias de proteção emocional.

2. A ARR é diferente da Terapia Cognitivo-Comportamental?

Não. Ela é aplicada dentro da TCC, ampliando a análise para padrões relacionais e funções regulatórias dos comportamentos.

3. A ARR ajuda em casos de dependência emocional?

Sim. Ela permite identificar como a dependência funciona como estratégia de redução de medo de abandono.

4. A Análise de Regulação Relacional é indicada para adolescentes?

Sim, especialmente quando há instabilidade emocional, medo intenso de rejeição e comportamentos de autossabotagem relacional.

5. Como saber se preciso trabalhar regulação relacional na terapia?

Se seus relacionamentos geram sofrimento repetitivo, medo constante de perda ou necessidade intensa de validação, é provável que padrões de regulação relacional estejam ativos.

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