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O que são Distorções Cognitivas?

Artigo Publicado: 22/02/2024

O que sao Distorcoes Cognitivas - NeuroFlux

As distorções cognitivas são, de fato, erros que cometemos no processamento das informações das nossas experiências com o ambiente, sendo assim, uma espécie de deformação do dado e da realidade para que ela possa caber no conteúdo de nossas crenças nucleares ou centrais.

As distorções cognitivas, em nossas narrativas, nunca aparecem sozinhas e costumam atacar em bando, em média, três ou quatro ao mesmo tempo e, a sua principal função é confirmar as nossas crenças. A maioria destas crenças centrais são desenvolvidas na infância e na adolescência, contudo algumas podem aparecer tardiamente na fase adulta mediante experiências traumáticas.

As 15 Principais Distorções Cognitivas são:

1 - Pensamento Dicotômico
Também chamado de tudo ou nada, preto ou branco ou pensamento polarizado. Trata-se de um raciocínio binário de sim ou não, tudo ou nada, oito ou oitenta. Porém, a verdade raramente está nos extremos. Toda interpretação extremada carrega em si, também, algumas respostas emocionais extremadas ou muito intensas.

2 - Previsão do Futuro
Também denominada de catastrofização. Muito comum em transtornos de ansiedade. O indivíduo hiperestima a chance e as consequências de que alguma coisa vai dar errado, lidando com a projeção do pior cenário possível e sofrendo, de fato, como se isso estivesse acontecendo.

3 - Desqualificação de Aspectos Positivos
Quando algo acontece de errado no meu dia e eu desqualifico todo o resto que deu certo.
Trata-se de um olhar para aquilo que está faltando, muito comum em indivíduos com depressão.

4 - Raciocínio Emocional
Sofrimento antecipatório por ansiedade de não ser bom o suficiente, principalmente, na execução de tarefas relativamente simples que racionalmente o indivíduo seria absolutamente capaz de concluí-las com êxito.

5- Rotulação
Grande parte das pessoas acabam se acusando com rótulos estáticos e bastante negativos, como por exemplo: sou incapaz, sou burro, sou feio ou, até mesmo, pode ser muito crítico com relação aos outros, com julgamentos com muita carga emocional nociva. Contudo, justamente, o contrário de uma mente julgadora é uma mente descritiva.

6 - Ampliação ou Minimização
Maximização dos aspectos que confirmam a minha crença e diminuição daquilo que desconfirma a minha crença. Como exemplo, em um término de relacionamento, geralmente, as coisas boas (lembranças positivas) crescem e as coisas ruins (tumultos e discussões) desaparecem e, muitas vezes, o indivíduo nem se lembra porque terminou o relacionamento.

7 - Abstração Seletiva
Também denominada de filtro mental ou visão em túnel. Trata-se da maneira de pensar uma determinada informação para confirmar que aquilo que ela afirma é verdadeiro. Por exemplo, um usuário de cocaína só lembra do prazer da droga, mas esquece da família que ele perdeu, da vez que ele foi preso, etc. Isto pode ocorrer em um nível de memória (paciente depressivo que só enxerga o fracasso) ou em um nível perceptual. No entanto, a minha atenção vai seletivamente pinçar aquela informação que confirme que aquilo que eu acredito é verdadeiro.

8 - Leitura Mental ou Inferência Arbitrária
Eu interpreto um comportamento ou um sinal de alguém como se fosse uma verdade. Eu infiro algo e deliberadamente acredito que aquilo ali é verdadeiro. Por exemplo, eu dou bom dia para alguém no elevador do prédio e a pessoa não responde e eu penso que ela está chateada comigo, contudo ela pode, simplesmente, estar distraída ou até passando por um problema pessoal.

9 - Supergeneralização
Uma distorção geralmente associada a palavras do tipo: sempre, nunca, todo mundo e ninguém. Exemplos: ninguém me respeita, todos me fazem de bobo, eu nunca vou ser feliz, eu sempre faço papel de idiota na frente das pessoas. Estas palavras são problemáticas porque nos tiram a noção do contexto, desconsiderando pessoas que gostam de nós ou que são neutras, nem gostam nem desgostam, mas criando, por exemplo, uma generalização de que ninguém gosta de você.

10 - Personalização
As pessoas podem acabar atribuindo a elas mesmas a ocorrência de eventos que necessariamente não estão relacionados elas. Trazendo para si a responsabilidade e colocando todo o peso em seus ombros com uma hiperresponsabilização sobre os fatos que estão fora de seu controle.

11 - Afirmações do Tipo “Eu Deveria" (também devia, devo, ou tenho que)
Trata-se de uma tiranização dos deveres, sem a flexibilização adequada para substituir este "eu devo" para, por exemplo, para algo mais adaptativo como: eu gostaria.

12 - Conclusões Precipitadas
Nesta distorção específica, por exemplo, eu sou convidado para uma festa e chego a conclusão de que será uma droga, não vou ter com quem falar e me sentirei incomodado. Eu me digo que o desfecho vai ser negativo e chego a conclusões precipitadas. O que será que eu poderia fazer para não ficar tão quieto? Uma alteração comportamental funcional seria ter uma postura mais proativa, tentando puxar assunto com as pessoas, treinando estratégias para iniciar conversações através do treinamento de habilidades sociais.

13 - Culpar (os outros ou a si mesmo)
Indivíduos depressivos, de modo geral, tem uma tendência a culpabilização excessiva. Outros, no entanto, tem um perfil mais acusatório e atribuem a culpa a outras pessoas com a terceirização de responsabilidades que não são do outro, ocasionando em prejuízos interpessoais.

14 - E Se…?
Distorção muito característica de pessoas inseguras e ansiosas. Trata-se de uma dificuldade de tomar decisões e não voltar atrás. Contudo, não existem escolhas perfeitas, sempre haverão prós e contras. As pessoas têm a tendência de buscar a certeza e são intolerantes a incertezas com a crença equivocada de que existe uma decisão perfeita. Assim, ficam sempre em dúvida e sempre existirá algo que será problematizado.

15 - Comparações Injustas
Temos a tendência de nos compararmos com os outros levando em consideração, geralmente, aquilo que não somos tão bons em fazer, ocasionando em comparações distorcidas nas quais sempre levaremos a pior.
 

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